"Malditos!"
Assim começou o dia da menina. Aquela menina que ao abrir os olhos se lembrou daquele lugar em que vive.
"Malditos aqueles que não sabem, não enxergam, não ouvem. Malditos aqueles que ignoram, que exploram, que usurpam."
E seguiu seu dia. Tomou o melhor dos cafés, arrumou-se feliz por mais um belo dia. Sorriu, atentou-se para o seu prazer. Seguiu sua promessa: cada dia aprender com o que me surpreender.
"Malditos aqueles que ignoram suas surpresas. Malditos aqueles que julgam sem saber julgar."
Seguiu divertindo-se com seu belo dia, como outro qualquer.
Aqueles malditos atormentavam a menina. "Se eu posso enxergar além, diga-me o motivo de os malditos serem apenas malditos.". Seguiu. Brincou de sua peculiar maneira: passou o dia a ser uma bendita.
Apesar de feliz, não podia aceitar a existência daqueles malditos. Calava-se sim, respeitava aqueles malditos, sabia que eram apenas malditos e não queria ser uma deles. Para isso, calava-se: "Aqueles que muito falam sem razão da palavra não passam de malditos", assim compreendia a menina.
E seguia pedindo para que seu lugar de viver fosse além, fosse bendito. Isso porque "como pode esse mundo com esses malditos ser feliz? Seja além, não basta ser maldito."
A menina repudiava aquela condição maldita. Era feliz, sempre. Era feliz por viver em um mundo apenas seu, um mundo dos benditos, porque "os malditos, esses não sabem como se propõe a felicidade. Aqueles que apenas atendem às necessidades do corpo não sabem o que é ter uma mente. Aqueles que não têm uma mente não podem ser benditos. E se não se é bendito, não o é para mim."
E assim anoiteceu e a menina seguiu com sua bendita noite.
Não, o Insônia Partilhada não será um blog apenas de poesia e textos literários. Há, aqui, dois de tal gênero seguidos porque algumas vezes não posso apenas usar "belas" palavras (com bastante ironia) para demonstrar minha revolta com nossa "bela" sociedade (com ironia). Não quero um blog carregado de palavras chulas (ainda que elas apareçam com alguma frequência). Recorro, então, aos tais textos.
Assim começou o dia da menina. Aquela menina que ao abrir os olhos se lembrou daquele lugar em que vive.
"Malditos aqueles que não sabem, não enxergam, não ouvem. Malditos aqueles que ignoram, que exploram, que usurpam."
E seguiu seu dia. Tomou o melhor dos cafés, arrumou-se feliz por mais um belo dia. Sorriu, atentou-se para o seu prazer. Seguiu sua promessa: cada dia aprender com o que me surpreender.
"Malditos aqueles que ignoram suas surpresas. Malditos aqueles que julgam sem saber julgar."
Seguiu divertindo-se com seu belo dia, como outro qualquer.
Aqueles malditos atormentavam a menina. "Se eu posso enxergar além, diga-me o motivo de os malditos serem apenas malditos.". Seguiu. Brincou de sua peculiar maneira: passou o dia a ser uma bendita.
Apesar de feliz, não podia aceitar a existência daqueles malditos. Calava-se sim, respeitava aqueles malditos, sabia que eram apenas malditos e não queria ser uma deles. Para isso, calava-se: "Aqueles que muito falam sem razão da palavra não passam de malditos", assim compreendia a menina.
E seguia pedindo para que seu lugar de viver fosse além, fosse bendito. Isso porque "como pode esse mundo com esses malditos ser feliz? Seja além, não basta ser maldito."
A menina repudiava aquela condição maldita. Era feliz, sempre. Era feliz por viver em um mundo apenas seu, um mundo dos benditos, porque "os malditos, esses não sabem como se propõe a felicidade. Aqueles que apenas atendem às necessidades do corpo não sabem o que é ter uma mente. Aqueles que não têm uma mente não podem ser benditos. E se não se é bendito, não o é para mim."
E assim anoiteceu e a menina seguiu com sua bendita noite.
Não, o Insônia Partilhada não será um blog apenas de poesia e textos literários. Há, aqui, dois de tal gênero seguidos porque algumas vezes não posso apenas usar "belas" palavras (com bastante ironia) para demonstrar minha revolta com nossa "bela" sociedade (com ironia). Não quero um blog carregado de palavras chulas (ainda que elas apareçam com alguma frequência). Recorro, então, aos tais textos.








